O NOVO AMBIENTE DE TRABALHO: O FIM DO EMPREGO

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O emprego tal como é conhecido hoje, forma de trabalho com contrato, local e horários rígidos, é um arranjo social criado no começo do século XIX para enquadrar o trabalho exigido pelas grandes fábricas que começavam a emergir como resultado da revolução industrial. Antes que as pessoas tivessem empregos, o trabalho era feito quando era necessário, geralmente em agrupamentos por tarefas, em grande variedade de locais e sob esquemas funcionais ditados mais pela disponibilidade da pessoa, pela duração do dia e pelas condições do tempo. O emprego surgiu para assegurar facilidades de controle e aumentar a produtividade e, no início, muitos achavam que representava uma forma não natural para o ser humano de realizar trabalhos, face às condições rígidas impostas pelos empregadores.

O mundo agora passa por novo ciclo de profundas mudanças quanto à forma de realizar o trabalho. As condições que levaram à criação dos empregos há 200 anos atrás – produção em massa e grandes organizações – estão desaparecendo. A tecnologia nos permite automatizar a linha de produção, onde tarefas repetitivas são executadas pelos ocupantes dos empregos. Grandes firmas que ofereciam os melhores empregos estão desagrupando as atividades e distribuindo-as por empresas menores, formando redes organizacionais com vários níveis de terceirização monitoradas e controladas por redes computacionais.