GANHAR DINHEIRO PARA CONSTRUIR RIQUEZA

Os desafios futuros

Caminho da riqueza Se quisermos criar riqueza pessoal para garantirmos nossa segurança e comodidade futuras, com envelhecimento tranquilo, vamos precisar desenvolver nossa capacidade de ganhar dinheiro.

Você está preparado ou se preparando para ter capacidade de ganhar dinheiro?

Quer saber o que você deve fazer? Continue comigo

 Em nosso modelo de criação de riqueza, o primeiro pilar é a empregabilidade. Ou seja, temos que desenvolver nossas condições de ganhar dinheiro. Para começar vamos analisar este pilar e posteriormente os demais.

Quatro pilares

Para desenvolvermos nossa empregabilidade, temos que pensar primeiramente no ambiente futuro que iremos encontrar, assim saberemos que atitude tomar. Estamos começando a viver uma era que já está sendo chamada de “quarta revolução industrial”. Os desenvolvimentos que estão surgindo são muito mais impactantes e transformadores da humanidade do que todos os anteriores. Estamos falando de evoluções tecnológicas que, segundo especialistas, poderão eliminar 50% dos empregos conhecidos hoje. Falamos portanto dos fenômenos chamados Big Data, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. A imprensa não se cansa de abordar sobre o assunto. Vejam o título abaixo e os trechos realçados de um artigo de jornal Valor Econômico.

Watson IBM

A inteligência artificial capta milhares de informações em um prazo muito curto, aprende com elas e toma decisões. O computador está deixando de ser um equipamento de auxílio para cálculos e análises para alguém decidir, para se tornar o próprio agente que toma as decisões. Essa evolução da tecnologia da informação irá transformar todas as formas de interações humanas, sejam elas profissionais ou pessoais com uma velocidade de transformação sem precedentes.
O que conhecemos hoje de carreiras profissionais, são percursos feitos ao longo da vida por pessoas que se basearam em certa estabilidade e previsibilidade. Ou seja, podemos estudar e dominar determinadas competências e ocupações futuras. Quantas pessoas não desenvolveram suas carreiras com base nos exemplos dos pais? Isso só foi possível porque os ambientes eram bem mais estáveis.
Essas trajetórias relativamente estáveis e previsíveis deixarão de existir e esse desaparecimento obrigará as pessoas a pensarem de forma mais abrangente e criativa, tanto no desenvolvimento de suas carreiras, quanto nas relações de suas atividades e no seu ambiente familiar. Hoje, fala-se mais em estabelecimento de trajetórias de vida do que criação de caminhos profissionais. Com tudo isso que está chegando, ocorrerá grande influência em nossas vidas. Como será nossa reação a partir daí?
Para termos uma ideia do cenário que nos espera, vamos conversar um pouquinho sobre o Big Data. O termo Big Data foi criado para explicar de forma simplificada uma realidade de nossa vida atual. Produzimos uma enorme quantidade de dados em qualquer atividade que executamos num único dia. Basta ligar o computador ou o smartphone.
Para exemplificar, vamos começar analisando as mudanças que a tecnologia está provocando em um processo dos mais elementares que é uma compra no supermercado.
Observem a figura abaixo representando um simples processo de compra em um supermercado com o pagamento em cartão de crédito e a quantidade de informações que são geradas.

Supermercado

 São tantas informações produzidas que os administradores questionam continuamente: Como utilizá-las para gerir esse negócio? Essas informações permitem identificar padrões, prever tendências, personalizar o atendimento, programar promoções dos produtos que irão para as vitrines, para homepage da loja virtual, sua forma de destaque e muitas outras decisões.

Imagine agora a quantidade de informações que são produzidas por minuto por meio de todas a interações humanas, em todos os veículos e aplicativos. Web, mídias sociais, tweeters, blogs, e todas as redes sociais. Além disso, todos os códigos de barra utilizados em algum processo, os sensores que monitoram todos os processos e muito mais. É esse ambiente com a geração quase infinita de informações que está sendo chamado de Big Data.
Se essa quantidade quase infinita de informações, cria enormes desafios para a gestão das organizações de qualquer natureza. Pergunto: Como elas irão moldar nossas carreiras profissionais futuras deixando de lado as transformações em nossa vida cotidiana? Por exemplo: O desenvolvimento futuro de carros sem motorista. Vou dizer apenas para provocar, fica a questão que hoje atormenta o planejamento estratégico das fábricas de automóveis: quem irá comprar carro no futuro?
São três as características principais do ambiente Big Data;
1. Volume produzido de informações a um custo extremamente baixo de produção e armazenamento;
2. Velocidade de geração das informações e processamento para análise;
3. Variedade de formas: informações quantitativas, qualitativa variadas, imagens, sinais GPS e outras.

Observando que essas características – quantidade, velocidade de criação e variedade de formas – criam necessidades de competências muito específicas dos profissionais que querem ter sucesso. Podemos resumir todas elas numa expressão que está muito na moda: o profissional tem que pensar fora da caixa. Isso significa que você terá que demonstrar criatividade e flexibilidade de pensamento para extrair “o ouro no meio de tanto cascalho”. A melhor forma de obter essa capacidade é desenvolver a sua capacidade de aprender rápido.
Antes de discutirmos os detalhes dessas competências que teremos que desenvolver, vamos analisar as modificações que as características do Big Data estão causando nos processos clássicos de análise de dados.
Amostras
Na previsão de tendências de votação em uma eleição, temos que trabalhar com uma amostra de eleitores porque não podemos consultar todos eles. Para consultar todos os eleitores seria melhor realizar a eleição. Por isso, as amostras e todas as técnicas estatísticas de dimensionamento e análise foram criadas por não existir mão de obra humana e muito menos o ferramental para analisar todos os dados. Com o avanço da tecnologia da informação, que nos possibilita analisar uma quantidade enorme de dados em um intervalo de tempo muito pequeno, muitas aplicações empresariais não precisam mais trabalhar com amostras. Podemos analisar todos os dados.
Margem de erros
A utilização de amostras para análise exige muito cuidado com a margem de erros nos resultados. Lembre-se das pesquisas de intensões de voto – as margens de erros são sempre mencionadas. Mas como já falamos, na maioria dos processos podemos analisar todos os dados do problema em foco com uma rapidez surpreendente. Dessa forma, a rigidez dos cálculos pode ser abrandada e poderemos avaliar muito melhor as tendências de evolução do fenômeno em foco.
Análises importantes
Com tudo isso, a importância dos métodos estatísticos se deslocaram mais para as análises de correlação, que poderão indicar causalidades e modelos de previsão para estimarmos as possibilidades de ocorrência dos fenômenos.
Se são essas as análises mais importantes para lidarmos com os dados do Big Data, quais seriam as habilidades profissionais e pessoais que deveríamos desenvolver?
Vamos dividir as habilidades necessárias em duas grandes categorias. Observem a figura abaixo.

Qualidades pessoais

Separamos as habilidades em duas categorias: A forma de pensar e a forma de resolver problemas. No caso da capacidade de pensamento, os elementos dizem respeito ao fato de que, no novo ambiente do Big Data, as pessoas que quiserem ter sucesso terão que apresentar uma mente aberta e disposição para mudanças constantes. 

No caso da capacidade de solução de problemas, os elementos citados dizem respeito ao fato de que as pessoas precisam sempre procurar observar as questões sob novos ângulos, ou seja, evitar as ideias pré-concebidas e os vieses de decisão.
Além dessas características mentais, o profissional bem-sucedido também precisará desenvolver determinadas características comportamentais. Observem a figura abaixo.

Qualidades comportamentais

 

Dividimos as características em quatro grupos. Em primeiro lugar a pessoa terá que se tornar especialista em alguma área. Seria sua marca registrada, que o levaria a ser procurado pelo mercado de trabalho. Mas, por outro lado ele também precisará desenvolver sua competência em várias outras áreas, para estar apto a participar ativamente de grupos.
Para garantir sua inserção no mercado, terá que ser uma pessoa conectada com boa rede de relacionamentos, desenvolver a autoconfiança porque os cenários apontam para ocupações sem emprego garantido e estruturas empresariais. Ou seja, os profissionais trabalharão cada vez de forma autônoma em homes-offices.
Isso significa todo um planejamento pessoal mais completo do que estamos habituados a fazer. Como foi falado anteriormente, a pessoa terá que pensar no estabelecimento de trajetórias de vida mais do que na criação de caminhos profissionais. A imprensa tem falado nisso continuamente.
Para encerrar, vejam o título de mais um artigo publicado.

Profissoes em serie

É importante você acompanhar essa discussão na imprensa porque muitas ideias interessantes são apresentadas e, dessa forma, você constrói os cenários para seu desenvolvimento pessoal futuro.

Até nosso próximo encontro.