De assalariado a milionário, é possível?

art10Essa é uma pergunta que escutei dezenas de vezes ao longo de meus 42 anos de magistério. Se olharmos as estatísticas, veremos que a cada ano em torno de 10.000 pessoas acumulam mais de 1 milhão de dólares em bens no Brasil, excluindo a casa própria. Não há aqui uma estatística mostrando quantos assalariados estão nesse grupo, mas se olharmos para as estatísticas dos EUA, podemos imaginar que um número razoável dos novos milionários são assalariados. Evidentemente que não é fácil atingir essa marca, mas conheço muitas pessoas que conseguiram. Quer saber como? Continue comigo no "Leia mais".
Obs.: Recentemente escrevi um artigo para a revista Lume do fundo de pensão da Cemig - Forluz, que foi trabalhado e reproduzido no blog de uma amiga jornalista profissional. Confira no blog

Adaptação do artigo - visão de jornalista

Acumular 1 milhão de dólares em investimentos financeiros, além da casa própria, é um feito memorável e que depende da quantia que a pessoa consegue poupar por mês. Muitas pessoas podem poupar um valor pequeno e elas podem estar se perguntando: qual é o milagre que vou conhecer agora? Não há milagre, apenas você verá que acumular dinheiro é consequência de dois fatores: o valor que pode poupar por mês e o tempo de vida que dedicar à acumulação. Se você pode poupar um valor pequeno por mês, evidentemente gastará mais tempo para acumular um capital que lhe dará tranquilidade da velhice, mesmo que não alcance um milhão de dólares.
No entanto, eu conheci várias pessoas que, mesmo trabalhando toda a vida como assalariadas, se aposentaram na condição de milionárias. Qual é o segredo delas? Curioso, decidi investigar essa questão. Descobri que a fórmula não é complexa e pode ser resumida em uma frase: estilo de vida adequado e orientado para a construção de capital, sem perda do prazer de viver.
Podemos imaginar que, conciliar esses dois objetivos, construção de riqueza e ter o prazer de viver, não é uma tarefa fácil. Afinal, um assalariado somente poupa se deixar de consumir. Mas o segredo está na qualidade do consumo. Ninguém fica rico somente porque quer. É preciso ter uma filosofia de vida voltada para a riqueza.
Mas antes de prosseguir, quero compartilhar com vocês uma pequena lição de vida que ganhei uma vez. Quando meus avós se mudaram para Belo Horizonte, trouxeram uma empregada, Amélia, que era viúva com duas crianças pequenas, algo como 6 e 5 anos: Pedro e Alexandre.Moravam num barracão no quintal da casa de meus avós. Eu, adolescente, sempre que ia visitar meus avós, gastava um tempinho jogando bola com as crianças no quintal. Os anos se passaram, meus avós faleceram, cada um seguiu seu caminho, até que após muitos anos encontrei a Amélia numa avenida no centro de BH. Já nos sessenta anos, uma morena bem vestida e elegante, com seus cabelos grisalhos. Após os cumprimentos, começamos a atualizar as notícias. E o Pedro? Ela respondeu: Se formou em Engenharia Civil e hoje comanda uma obra na Bolívia. E o Alexandre? Graduou-se em Advocacia, fez concurso e hoje é delegado no Sul de Minas. Demonstrei minha admiração: Amélia, como você conseguiu isso tudo? Eu não disse explicitamente, mas ela entendeu que havia uma continuação da frase: “como empregada doméstica”. Nessa hora, ouvi uma frase que me deixou sem resposta: Eduardo, você não sabe o que consegue um pobre com ambição! Precisa dizer mais?
No próximo artigo "A construção da riqueza - filosofia pessoal", vamos começar a detalhar essa filosofia de vida que leva as pessoas a acumularem riqueza. Até lá.
Obs.: Você encontra a continuação deste artigo na Seção "Artigos" - Categoria "Finanças Pessoais"